Autódromo de Interlagos

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*Tópícos

Introdução  O Empreendedor O Nome e o Mito  Inauguração
De 1940 a 1950  De 1950 a 1960  1000 milhas De 1960 a 1970
De 1970 a 1980 De 1980 a 1990 Renascimento do Mito Curvas de Interlagos
Vencedores Fórmula 1 Vencedores 500KM

Introdução

Naquele 12 de julho de 1936, a cidade de São Paulo, já considerada como sendo o maior Parque Industrial da América Latina, acordou com uma atmosfera diferente.

Todos estavam ansiosos com o grande acontecimento do dia, o Primeiro GP de São Paulo de automobilismo, que seria realizado nas ruas e avenidas dos Jardins, tendo como pista principal a Avenida Brasil.

Não seria a primeira corrida em São Paulo; porém, a mais importante já realizada, já que teria a presença de grandes pilotos internacionais, como Carlo Pintacuda e Attilio Marinoni, trazendo seus alfas da equipe de Enzo Ferrari. Os brasileiros tinham dois ídolos que iriam medir forças com os grandes pilotos estrangeiros: Chico Landi e o Barão Manuel de Teffé.

A maior atração desta corrida estava na presença de uma piloto, a francesa Helle-Nice. Loura, bonita, com 36 anos, a corredora causou polêmica e admiração, com suas atitudes liberais e sua condição de piloto enfrentando os maiores nomes do automobilismo da época.

São Paulo parou para assistir à corrida. Milhares de pessoas espremiam-se em torno do circuito improvisado, tendo fardos de feno como única separação entre o público e a pista. O tamanho do público presente era mais uma demonstração do amor que a população paulistana tinha por automóveis e suas corridas.

Dada à largada, o piloto Carlo Pintacuda disparou na frente, seguido do companheiro de equipe Attilio Marinoni, o que confirmou o favoritismo da equipe italiana. Esta colocação continuou até o final, com os italianos chegando em primeiro e segundo lugares. Mas a disputa mais espetacular foi pelo terceiro lugar: entre o brasileiro Barão de Teffé e a francesa Helle-Nice. O Barão, que ocupava a terceira colocação, estava sendo pressionado pela francesa há várias voltas, mas mantinha a posição. Na reta final, a francesa emparelhou com o Barão a fim de ultrapassá-lo, mas os carros tocaram-se e a piloto francesa Helle-Nice perdeu a direção. O saldo do acidente foi catastrófico. Nice foi internada em estado grave. O público também sofreu graves conseqüências: quatro mortos e 37 feridos gravemente.

A cidade estava em estado de choque. A população consternada. As autoridades preocupadas e o futuro das corridas seriamente ameaçado.

Estava comprovado que os circuitos de rua não ofereciam condições mínimas de segurança e os promotores e aficcionados pelas corridas estavam com um grande problema a ser resolvido.  resposta deste problema estava há vinte quilômetros do local do acidente.  


O empreendedor

A empresa Auto–Estradas S. A., de propriedade do engenheiro britânico Luiz Romero Sanson, iniciou, em 1926, um novo projeto imobiliário chamado bairro Balneário Satélite da Capital, localizado em uma área distante do centro de São Paulo, localizada entre os lagos das represas Billings e Guarapiranga. O empresário Sanson era um homem com o ritmo da cidade que escolheu para morar. Empreendedor e dinâmico, foi responsável por várias obras na capital, como a primeira estrada de concreto denominada Auto –Estrada Washington Luis (a atual Av. Washington Luis).

Seus planos em relação ao empreendimento eram ousados. Entre eles estava a construção de um Autódromo. Mas suas idéias não paravam aí. Dentro desta mesma área, ele planejava instalar quadras, lagos para a prática náutica e um estádio com pista de atletismo. A crise da economia mundial impediu-o de continuar com todos esses planos, mas o Autódromo estava a caminho.


 O nome e o mito

Para a construção do Autódromo, Sanson escolheu um terreno que, nas palavras de moradores da época, não passava de um “enorme buraco”. O formato permitia que a visão do público fosse privilegiada e que o traçado aproveitasse naturalmente a geografia local, com subidas e descidas. Sanson estudou vários autódromos para desenhar o traçado de Interlagos (Brooklands- Inglaterra, Indianápolis-EUA, Trípoli-Itália) e, utilizando sua experiência de construtor de estradas, criou um traçado considerado um dos melhores do mundo.

Ao final das obras, o circuito tinha um traçado de 7.823 metros de extensão, curvas de alta e baixa velocidade e retas longas, num conjunto que viraria a síntese de um traçado perfeito.

Por sugestão do arquiteto francês Alfred Agache, que havia sido contratado para desenvolver o loteamento, o nome do empreendimento deveria ser mudado, para Intralagos ou Interlagos.

A decisão coube à filha do engenheiro, Jean Romero Sanson, que, em uma visita ao local com o pai, escolheu o nome INTERLAGOS.


Inauguração

A construção de Interlagos foi cercada de grande expectativa. Em abril de 1939, no Autódromo ainda em obras, um grupo de pilotos liderado por Manoel de Teffé deu as primeiras voltas na pista. Mas a população paulistana ainda teve que esperar por mais um ano para a grande inauguração, adiada em duas ocasiões.Finalmente, em 12 de maio de 1940, o espaço abre oficialmente suas portas.

Cerca de 15 mil pessoas assistiram ao Grande Prêmio São Paulo, cujo vencedor, o piloto Arthur Nascimento Júnior, percorreu as 25 voltas da prova em 1 hora, 46 minutos e 44 segundos. Ele pilotava um Alfa Romeo 3.500 cc. O segundo colocado foi Francisco Landi (Chico Landi), com um Maserati 3.000 cc; Geraldo Avelar, com outra Alfa Romeo, chegou em terceiro. Outros 17 pilotos não conseguiram se classificar (não fizeram o tempo mínimo de 5 min 30 seg para uma volta completa).

Na corrida de motos, realizada no mesmo dia, o vencedor foi Hans Havache, pilotando uma BMW. Conta o Barão Wilson Fittipaldi, um dos maiores nomes do automobilismo brasileiro, que "naquele final dos anos trinta, ir a Interlagos era uma novela. Pagava-se pedágio de mil e poucos réis para poder passar sobre uma ponte limítrofe à pista, porque a estrada de acesso ao Autódromo cortava um loteamento pertencente à companhia Auto-Estradas, construtora do circuito”.

Interlagos era uma realidade, o automobilismo nacional nunca mais seria o mesmo.


1940 a 1950

A partir de 1943, com a II Guerra Mundial em andamento, o governo brasileiro suspendeu todas as corridas automobilísticas no Brasil, principalmente devido ao racionamento de combustível. Diante desta resolução, os carros foram adaptados para utilizar gasogênio. Durante dois anos, Interlagos foi palco de diversas corridas com veículos movidos por esse combustível. Só em 1946, os corredores puderam voltar a utilizar gasolina.

Em 1947 foi disputada a primeira prova Internacional de Carros Grand Prix (percussores dos Fórmula 1) no local. Nesta prova, várias equipes européias estiveram presentes e seu ganhador foi o piloto italiano Achille Varzi, da equipe Alfa-Romeo. Chico Landi ficou com o segundo lugar.

Nesta corrida foi registrado o primeiro acidente fatal em Interlagos. Com o estouro de um pneu, o italiano Villoresi perdeu o controle de sua Maserati e feriu vários espectadores, culminando  com a morte de um deles. O problema do público, que assistia às corridas ao lado da pista, só seria resolvido com a fase moderna do circuito, na década de 1970.


 1950 A 1960

Em 1951, Interlagos foi palco da primeira corrida de longa duração: as “24 horas de Interlagos”.     

O Autódromo já era uma realidade. Seu traçado, elogiado e reconhecido internacionalmente como um dos melhores do mundo. Os paulistanos se acostumaram a ir a Interlagos para assistir às corridas ou mesmo para passear.

O Brasil estava mudando e, a partir de 1952, o Presidente Getúlio Vargas instituiu o “Plano Nacional de Estimulo à Produção de Autopeças e a Implantação Gradativa da Indústria Automobilística no Brasil”.

Esta medida acelerou a nacionalização dos automóveis montados no Brasil e criou condições para a entrada de novas montadoras no país.

Interlagos seria fundamental para acelerar o processo de desenvolvimento de peças e veículos, como mostra o centro de pesquisas da DKW, que estipulava o seguinte cálculo: 16 para 1, ou seja, cadamil quilômetros rodados em Interlagos em ritmo de corrida equivalia a 16 mil quilômetros em testes na rua.

Em 1954, a empresa Auto-Estradas S/A vendeu o Autódromo para a Prefeitura de São Paulo, que organizou, no mesmo ano, o Grande Premio IV Centenário da Cidade de São Paulo. Em uma corrida emocionante, com a participação de vários pilotos estrangeiros e do grande público, embaixo de muita chuva, o vencedor foi o suíço Emmanuel de Graffenried, pilotando um Maserati.  

As provas se sucediam sempre com grande sucesso e o automobilismo nacional desenvolvia-se constantemente.

 


Mil Milhas Brasileira

Em 1956, foi promovida a primeira edição da corrida Mil Milhas Brasileiras, prova que se tornou um marco no automobilismo nacional. Organizada pela dupla Eloy Gagliano e Wilson Fittipaldi, em moldes profissionais, com apoio da mídia e de patrocinadores, essa corrida obteve o envolvimento das empresas de autopeças e montadoras.

Esta primeira edição, realizada nos dias 24 e 25 de novembro de 1956, contou com a participação de 31 carros para o delírio de mais de 30 mil pessoas que assistiam à prova. A vitória foi da dupla Catharino Andreatta e Breno Fornari. A corrida foi um sucesso de público e crítica, o que converteu as Mil Milhas Brasileiras na mais tradicional corrida do Brasil. E como não poderia deixar de ser, seu palco quase sempre foi Interlagos (somente duas edições foram feitas em outras pistas).

É importante ressaltar que, nesta época, o Brasil tinha um novo Presidente, Juscelino Kubitschek, que aumentou o esforço político para uma nova fase de industrialização, com a criação do GEIA – Grupo Executivo da Indústria Automobilística.


1960 a 1970

A nova fase do automobilismo brasileiro, neste período, foi representada pelas equipes das fábricas, DKW-VEMAG, WILLYS, SIMCA e de outras, privadas, como a DACON a JOLLY e a FITTI.

Interlagos era ainda o único Autódromo brasileiro e toda a indústria automobilística, com exceção da FNM no Rio de Janeiro, estava instalada em São Paulo. Portanto, Interlagos era a casa de nosso automobilismo.

Desde sua inauguração, Interlagos estava incompleto. Faltavam arquibancadas, banheiros, instalações elétricas e infra-estrutura básica

A pista, com mais de 20 anos de uso constante, pedia recapeamento e cuidados com drenagem e topografia. Interlagos não contava com áreas de escape. A pista terminava em barranco..

A partir de 1966, a crise econômica atingiu as montadoras e todas as equipes de fábrica foram fechadas, resultando em uma diminuição no número de corridas no Brasil.

Interlagos foi fechado para reformas no final de 1967, e reaberto em de março de 1970.


1970 a 1980

Foi só no ano de 1969 que aconteceu a primeira grande reforma do espaço. Em sua reinauguração, em 29 de fevereiro de 1970, acontece em Interlagos uma etapa do Campeonato Internacional de Fórmula Ford, vencida pelo jovem Emerson Fittipaldi, que estava em início de carreira.

Em 1971, Interlagos passou por nova reforma para abrigar, no ano seguinte, pela primeira vez, um GP de Fórmula 1. O espaço ganhou guias, sarjetas, galerias para águas pluviais, alambrados nas áreas dos boxes, lavadeiras na pista, túnel para acesso ao interior do circuito e um edifício de quatro andares, com dependências para rádio, televisão e tribuna de honra.  

Após 30 anos de existência, o projeto de Interlagos completa-se, conferindo um momento de glória ao automobilismo brasileiro. Após ser consagrado campeão da Fórmula Ford e Fórmula 3, Emerson Fittipaldi tem seu talento conhecido fora do Brasil  Em 1970, o piloto estréia em 1° na Fórmula 1. Seu primeiro título na categoria viria dois anos depois, em 1972.

Neste mesmo ano, Interlagos viveria o seu apogeu, pois receberia pela primeira vez a Fórmula 1. Esta foi corrida extra campeonato, realizada para homologar a pista como integrante oficial do circuito mundial da Fórmula 1.

Nesta corrida, o público lotou Interlagos. A grande torcida foi pelos pilotos brasileiros Emerson Fittipaldi, na Lótus; Wilson Fittipaldi Jr., na Brabham; José Carlos Pacce, na Willians; e Luiz Pereira Bueno, na March. Contudo, em decorrência de ser esta uma corrida extra campeonato, não estiveram presentes todas as equipes que faziam do circuito. Largaram ao todo apenas treze carros. O grande campeão desta prova foi o argentino Carlos Reutemann, que pilotava um Brabham – Ford. Interlagos foi aprovado e, a partir 1973, faria parte do calendário oficial da Fórmula 1. E seu traçado passou a fazer parte das histórias da principal categoria do automobilismo internacional. 

Interlagos viu ainda nascer novas categorias nacionais. Foi em suas pistas que tiveram início a Divisão 3, Divisão 4, Fórmula Ford, Fórmula V, Fórmula Super V e Stock-car .

Interlagos sediou o GP Brasil de F1 de 1973 a 1977. Em 1978, o GP foi disputado em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Em 1979, voltou a Interlagos.           


1980 a 1990 

A partir de 1981, o GP Brasil de F1 passa a ser realizado novamente em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Só volta a Interlagos em 1990.

Durante esta década, Interlagos foi utilizado por todas as categorias nacionais, sempre cumprindo seu papel de celeiro do automobilismo brasileiro no principal centro financeiro do país que é São Paulo.

Outra grande contribuição do Autódromo foi o desenvolvimento de atividades econômicas em seu entorno. Durante os anos 70 e 80, toda a região teve um incremento em atividades voltadas para o automobilismo, que se mantêm presentes até os dias atuais.


1990- O Renascimento do Mito

A Fórmula 1 havia mudado completamente a tecnologia. Os interesses comerciais e de mídia tinham transformado a categoria em uma atração mundial. Interlagos não havia mudado. Seu traçado continuava com mais de 7 quilômetros e seu asfalto, irregular. Suas pequenas áreas de escape e suas curvas velocíssimas não mais combinavam com a moderna categoria.

Mesmo com esses problemas, em 1989 a Prefeitura de São Paulo, com o apoio da Confederação Brasileira de Automobilismo, iniciou tratativas para trazer a F1 de volta a Interlagos.

Para esta conquista, iniciou-se uma grande e polêmica reforma, que mudaria completamente o traçado de Interlagos. O objetivo das mudanças era adequar o Autódromo à realidade da Fórmula 1, com alterações importantes como: pista menor, mais segurança, mais comodidade para o público e, acima de tudo, mais facilidade para as transmissões de TV para o mundo todo.  Em um primeiro momento, a proposta era para que a pista ficasse com 4,8 mil m de comprimento e a possibilidade de utilizar-se o antigo traçado para outras categorias.

Mas esse desenho, proposto por Francisco Rosa, engenheiro, admistrador do autódromo e um nome histórico do automobilismo brasileiro, não foi aceito pelos dirigentes da FOCA, empresa que controlava os interesses da F1.

A opção foi um traçado ainda menor, que inviabilizava uma possível utilização do circuito antigo. Essa versão prevaleceu e posteriormente teve uma alteração feita a pedido do piloto Ayrton Senna, já campeão do mundo. A nova curva levou o nome do piloto - ‘S’do Senna - e ficou imortalizada como os antigos nomes das curvas do antigo traçado.

A pista passou a ter 4.309 metros de extensão. Foram construídos 23 novos boxes, sala de imprensa, torre de cronometragem e centro médico, sob a orientação do arquiteto Carlos Roberto Montagner.

A F1 continua em Interlagos, assim como todas as categorias nacionais.  


                   Curvas de Interlagos

Uma das características marcantes de Interlagos são os nomes dados às curvas do traçado. Essa tradição era maior no circuito antigo, mas manteve-se no novo.

Curvas 1 e 2 – Estas curvas do traçado original ficaram com sua identificação por números.

Curva 3 – Curva de alta velocidade do traçado antigo, que determinava o ritmo de toda a primeira parte da parte interna do circuito de Interlagos.  

Curva do Sol – ganhou este apelido devido à sua posição no circuito. Os pilotos, durante sua tangência, tinham a visão reduzida devido à luz solar. Vale lembrar que essa situação ocorria apenas no circuito antigo, quando o sentido em Interlagos era horário. 

Curva do Sargento – Entre as tradições do Autódromo, está o nome desta curva. Segundo a versão popular, um sargento, que fazia o policiamento durante uma prova, sofreu um acidente na pista neste ponto, com sua viatura. 

Curva do Laranjinha - Ao contrário do que muitos imaginam, nunca houve nenhum pé de laranja nesta curva ou perto dela. Seu nome vem da dificuldade de pilotos novatos ou pouco experientes (na gíria, laranjas) em tangenciá-la.  

Curva da Ferradura – Seu formato é semelhante a uma ferradura. 

Curva do Pinheirinho - Havia um pinheiro que se localizava na área de escape da curva, que sempre era “acertado” pelos carros que saíam da pista.  

Curva Bico de Pato – Seu contorno é semelhante ao formato de um bico de pato.  

Curva da Junção - No antigo traçado, esta curva ligava o circuito externo ao miolo da pista. Atualmente, é a junção da parte mista da pista com a subida dos boxes.  

Curva S do Senna - Durante a reforma que mudou completamente o traçado de Interlagos, o piloto Ayrton Senna propôs que fosse feito um S ligando a reta dos boxes à Curva do Sol.


Vencedores da Fórmula 1 em Interlagos

  • 2007 Kimi Räikkönen
  • 2006 Felipe Massa
  • 2005 Juan Pablo Montoya
  • 2004 Juan Pablo Montoya
  • 2003 Giancarlo Fisichella
  • 2002 Michael Schumacher
  • 2001 David Coulthard
  • 2000 Michael Schumacher
  • 1999 Mika Häkkinen
  • 1998 Mika Häkkinen
  • 1997 Jacques Villeneuve
  • 1996 Damon Hill
  • 1995 Michael Schumacher
  • 1994 Michael Schumacher
  • 1993 Ayrton Senna
  • 1992 Nigel Mansell
  • 1991 Ayrton Senna
  • 1990 Alain Prost
  • 1980 René Arnoux
  • 1979 Jacques Laffite
  • 1977 Carlos Reutemann
  • 1976 Niki Lauda
  • 1975 José Carlos Pace
  • 1974 Emerson Fittipaldi
  • 1973 Emerson Fittipaldi

Vencedores dos 500 Km de Interlagos

  • 2004 Guto Negrão/ Xandy Negrão (Audi)
  • 2003 Pedro Gomes/ Paulo Gomes/ Alcides Diniz (Mercedes-Benz)
  • 2002 Max Wilson/ Paulo Bonifácio/ Dener Pires (Porsche)
  • 2001 Flavio Andrade/ Ruyter Pacheco (Protótipo BMW)
  • 2000 Flavio Andrade/ Ruyter Pacheco (Protótipo BMW)
  • 1999 José Ney Fonseca/ Antonio Chambel Filho (Prototipo Aldee)
  • 1997 André Lara Resende/ Antonio Hermann (Porsche)
  • 1982 Luiz Alberto Pereira/ Nabil Khodair (Porsche)
  • 1974 Tite Catapani (Maverik)
  • 1973 Bird Clemente/ Nilson Clemente (Maverik)
  • 1972 Reinhold Jost (Porsche)
  • 1971 Luiz Pereira Bueno (Porsche)
  • 1970 Luiz Pereira Bueno (Protótipo Binno Corsel)
  • 1967 Totó Porto (Fórmula V)
  • 1966 Luiz Pereira Bueno (Alpine Willys)
  • 1965 Jaime Silva (Simca/Abarth)
  • 1964 J. Fernandes Martins (Simca/Abarth)
  • 1963 Roberto Galucci (Maseratti/Corvette)
  • 1962 Roberto Galucci (Ferrari/Corvette)
  • 1961 Celso Lara Barberis (Maseratti/Corvette)
  • 1959 Celso Lara Barberis (Maseratti)
  • 1958 Fritz Dorei (Ferrari/Corvette)
  • 1957 Celso Lara Barberis (Maseratti/Corvette)