Neste ano, o
autódromo paulistano terá um novo Centro Médico -- mais
próximo e com acesso mais rápido à pista. Além disso: uma
cobertura definitiva no terraço do paddock, troca da cobertura
dos boxes, conclusão das arquibancadas fixas no módulo M (que
significam mais 2,5 mil lugares), espaço de serviço para as
cabines de rádio e uma nova estrutura fixa na área do
Hospitality Center. As obras começaram em julho passado.
Bem gasto -- O
investimento da Prefeitura pode ser classificado de
inteligente, ou um dinheiro bem utilizado. Os gastos com
estruturas provisórias, para a realização do GP, exigiam ano
ano um investimento a fundo perdido do município. A partir de
2005, com o projeto de estruturas definitivas no autódromo,
esse gasto do poder público vem diminuindo.
Com a
cobertura do paddock, por exemplo, se gastava R$ 1,3 milhões
por temporada. Nesse ano, com nova estrutura, será gastará R$
1,4 milhões. Todavia, a obra tem previsão de durar dez anos.
Na teoria, uma economia de R$ 13 milhões.
"A projeção é a continuidade das reformas das arquibancadas
permanentes, da ampliação, e a continuidade da reforma do
paddock. A conclusão da área para shows que está praticamente
pronta e, passado o GP Brasil, serão feitos os anexos. São
investimentos permanentes que vieram para diminuir os gastos
com o GP. Neste ano, nossa expectativa é um gasto entre o
Grande Prêmio e as obras de R$ 30 milhões", disse o prefeito
de São Paulo Gilberto Kassab para a reportagem do site
Amigos da Velocidade.
Padrão FIA -- O novo Centro Médico será instalado num
prédio de 460 metros quadrados e substituirá o antigo, que
ficava ao lado dos boxes. Com melhor acessibilidade de
ambulâncias e carros de apoio ao local, além de um heliporto
exatamente ao lado, estima-se que o socorro aos acidentes
tenha o tempo reduzido em 40%.
Outro detalhe importante, que precisa ser
observado nessa reforma de Interlagos, é o fato de que essas
melhorias não serão utilizadas apenas pela Fórmula 1. O
autódromo é uma praça esportiva pública e todas as demais
categorias que utilizam a pista poderão usufruir dessas
novidades. Sem falar na possibilidades da utilização dessas
estruturas para shows e outros eventos.
Asfalto -- De acordo com o administrador do Autódromo
de Interlagos, Chico Rosa, o asfalto da pista (que foi
totalmente recapeada em 2007) está exatamente do mesmo nível
do ano passado. A degradação do piso foi mínima. E isso apesar
de várias categorias nacionais e internacionais terem
utilizado o circuito desde a reforma geral.
"Com certeza está", afirmou Rosa para o Amigos da
Velocidade. "Pouco antes da F-Truck existia uma dúvida se
a categoria provocava algum desgaste extra na pista. Então, a
pedido do prefeito, os organizadores da Truck contrataram o
mesmo pessoal que fez os testes de recebimento da pista
(ondulação, aderência) logo depois que ela ficou pronta e todo
mundo aprovou. Os níveis são absolutamente idênticos. Não teve
nenhum desgaste visível ou sensível. Eu diria que a pista está
exatamente como terminou a F-1 no ano passado", completou
Chico Rosa.
O Amigos da Velocidade também conversou com o chefe de
engenharia do GP Brasil, Luís Ernesto Morales, que foi o
responsável por acompanhar todo o recapeamento da pista em
2007, sobre a situação do piso em 2008: "está num nível
excelente para a realização da corrida, no mesmo padrão do ano
passado. Lógico que houve um desgaste natural da pista em
função dessas provas que ocorreram", disse.
Os ingressos para o 37º GP Brasil estão esgotados desde o
último mês de julho. Os promotores da prova esperam cerca de
120 mil pessoas em Interlagos durante os três dias de evento.
No dia da corrida, domingo (dia 2, a partir das 15h00 -
Brasília), a expectativa é de lotação máxima no autódromo.
Isso significa cerca de 63 mil pessoas.