Autódromo de Interlagos

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Autódromo de Interlagos

"José Carlos Pace"

   

 

Notícias Junho 2005


Pista livre para a iniciativa privada explorar o Autódromo de Interlagos

Prefeitura planeja uma licitação para pequeno comércio em trechos do autódromo. Idéia é abrir bancos, postos de gasolina, restaurantes e lanchonetes

A Prefeitura de São Paulo resolveu conceder à iniciativa privada trechos da área de um milhão de metros quadrados do Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. A idéia é abrir uma licitação e conceder pequenos espaços dentro do autódromo — que hoje são subutilizados — para serem explorados comercialmente com atividades que melhorem a infra-estrutura do local e, ao mesmo tempo, aumentem a renda do autódromo.

“Queremos trazer restaurantes, lanchonetes, postos de gasolina e bancos, entre outras atividades”, afirma Fábio Panciero, gerente comercial do autódromo. Segundo ele, ainda estão sendo feitos estudos para avaliar quantas e quais áreas serão concedidas e por quanto tempo. Panciero explica que a intenção é conceder áreas do entorno da pista de corrida que fazem divisa com a Avenida Interlagos. “Assim, um restaurante, por exemplo, pode atender o público do autódromo e o público de fora”, diz ele. A licitação para a concessão dos espaços deve ser lançada no segundo semestre deste ano.

Rentável

A concessão de áreas dentro do autódromo é apenas parte de um plano elaborado pelo prefeito José Serra (PSDB) para tornar o templo do automobilismo brasileiro um local rentável. Apesar de abrigar um dos maiores eventos internacionais — o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1— o autódromo sempre deu prejuízo à Prefeitura.

Até abril deste ano, Interlagos pertencia à Secretaria Municipal de Esportes. Pela legislação, uma secretaria não pode gerar renda e, por este motivo, as atividades do autódromo nunca foram exploradas comercialmente. “O autódromo era cedido para as confederações e federações por taxas simbólicas, enquanto as entidades comercializavam os eventos”, diz Panciero.

Em abril, o autódromo passou a ser administrado pela São Paulo Turismo, justamente para permitir que o local pudesse obter verba para manutenção e investimento em suas instalações. “O prefeito quer que Interlagos seja viável financeiramente, que se mantenha com verba própria, sem dinheiro público”, afirma o gerente.

Segundo Caio Luiz de Carvalho, presidente da São Paulo Turismo, o autódromo deu prejuízo de R$ 4,5 milhões aos cofres da administração municipal no ano passado. Foram R$ 5,2 milhões em despesas e apenas R$ 724 mil de receitas. A previsão, para este ano, também é de prejuízo. A São Paulo Turismo estima gastar R$ 4,3 milhões no local e arrecadar R$ 690 mil, o que resulta num déficit estimado de R$ 3,6 milhões.

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Para reverter este quadro, Panciero diz que, além dos tradicionais eventos automobilísticos, pretende alugar os prédios do local para outros tipos de eventos. A administração deve passar também a vender os espaços publicitários (outdoors e placas) existentes dentro do autódromo.

Outra medida que será tomada é o aumento dos preços de locação das pistas (de corrida e de Kart), dos treinos profissionais e da utilização dos boxes. “Para os eventos já programados, o preço será o mesmo. Para os novos eventos, serão cobrados novos preços.”

Pelos preços atuais, um piloto de automóvel, de qualquer classe ou categoria, paga R$ 41,65 por carro para treinar por um período de quatro horas, o que equivale a R$ 10,41 por hora. “Os preços são muito baixos em relação ao custo que temos com o autódromo”, diz Carvalho.

Fonte: Diário de São Paulo


Existência de lagos definiu nome do autódromo

Em 1938, dois empreiteiros da empresa Auto-estradas S/A decidiram construir uma pista de corrida. A idéia era ajudar o desenvolvimento de uma enorme área comprada para a criação de um novo bairro residencial na Zona Sul de São Paulo.

O nome Interlagos vem da própria região, que antigamente abrigava muitos lagos, dos quais restam hoje as represas Guarapiranga e Billings. Ambas estão próximas ao autódromo.

O autódromo começou a ser utilizado para provas de automóveis e motocicletas em 1940. E em 1950 foi vendido, por uma quantia simbólica, ao Comitê de Celebração do IV Centenário da cidade de São Paulo, que organizou a megafesta de 400 anos do município.

Ao longo dos anos, foram feitas pequenas reformas no autódromo e em 1970 houve sua reinauguração, com uma prova da temporada internacional de “Fórmula Ford”. O vencedor da prova foi Emerson Fittipaldi, que estava no início de carreira. A primeira corrida de Fórmula 1 aconteceu em 1972.

A partir de 1981, o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 passou a ser realizado no Rio de Janeiro. A competição só voltou a Interlagos em 1989, quando a ex-prefeita Luiza Erundina fez uma grande reforma no circuito, inclusive com alteração e a diminuição do traçado da pista.

Fonte: Diário de São Paulo


O que disseram os homens da F-1

Michael Schumacher - Piloto da Ferrari "Este é verdadeiramente um dia muito difícil para F-1. Minha equipe me comunicou para exigir o máximo do carro, mas o público demonstrou não ter nenhum interresse em assistir a prova", falou o heptacampeão muito embaraçado após o pódio.

Jarno Trulli - Piloto da Toyota "Foi uma vitória do esporte e da segurança. A decisão tomada foi a melhor, para salvaguardar nossa integridade física e também a do público. Não entendo porque reagiram desta maneira. A NASCAR e a IndyCar não são suspensas quando começa a chover", falou o italiano.

Trulli apenas não foi avisado que ninguém comunicou nada ao público, que ficou sem saber o que acontecia.

David Coulthard - Piloto da Red Bull "Foi uma horrível sensação no estômago. Com certeza foi uma das piores experiência esportivas da minha vida. Foi muito grave não terem chegado a nenhuma solução para realizarem a corrida, em respeito às pessoas presentes ao circuito. Como piloto me sinto profundamente embaraçado, embora tenhamos pensado na segurança".

Norbert Haug - Diretor da Mercedes "Primeiramente todos pensamos na segurança de nossos pilotos. Agora também é verdade que o público se sentiu enganado, mas temos a responsabilidade de levarmos a todos um espetáculo seguro".

Jenson Button - Piloto da BAR "Este era um risco que não iria correr. Nosso diretor esportivo também não estava de acordo com os riscos implicados. Para ser claro, digo que fiquei contente com a decisão. Não vale a pena correr o risco de perder uma vida, por causa de uma corrida".

Ron Dennis - Chefão da McLaren "Este é um dia triste para o esporte e para F-1

Jacques Villeneuve - Piloto da Sauber "Correr naquelas condições poderia ser perigoso não somente para nós, mas também para o público. Se o pneu explodisse, existia a possibilidade de alguma peça voar por sobre a tela de proteção. Se ofereceu a posibilidade de criar uma chicane, mas nenhuma equipe aceitou esta proposta feita pela FIA".

Mario Theissen - Diretor da BMW Motorsport "As pessoas nas tribunas não sabiam o que estava acontecendo, e isto foi um absurdo. Nós não poderiamos ter tomado outra decisão. A segurança dos pilotos deve sempre estar em primeiro lugar".

João Vasconcelos


Ecclestone furioso culpa equipes pelo boicote

O britânico Bernie Ecclestone, 74 anos, disparou que a culpa pelo boicote do GP dos Estados Unidos foi das equipes. Ecclestone alegou que tentou um milhão de alternativas, para convencer as equipes a participarem do GP dos Estados Unidos.

"Estou furioso", declarou Ecclestone.

De hecho, Martin Brundle -ex piloto convertido en comentarista- recordó lo ocurrido en Adelaida en 1991 cuando, lloviendo a cántaros, Ecclestone visitó a cada uno de los pilotos en la parrilla gritándoles que se metiesen en sus respectivos monoplazas.

Já o presidente da FIA, Max Mosley, criticou a Michelin por não levar outra opção de pneus para Indianápolis, e por não ter aceitado uma das opções de corrida oferecida pela entidade.

"Como resultado, os fans da F-1 e do automobilismo sairam perdendeo. "Agora estamos esperando informações de Indianápolis antes de tomarmos qualquer decisão", falou Mosley.

O futuro da F-1 nos Estados Unidos, e da Michelin na categoria não é nada bom, disse Ecclestone.

João Vasconcelos